O Devaneio Facial e o Alento

Clarice$Linden
Obra: O Devaneio Facial e o Alento
Série: Poemas$ilustrados
Rio de Janeiro$Botafogo
Disponível para aquisição e licenciamento.
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Pelo diabo fui tentada
e não me fiz de rogada.
Me meti nesta encruzilhada
como uma virgem enluarada.
De minguados a nenhuma vitória
eu canto minha trajetória.
Petulante e atrevida,
fiz de minha vida reino de ilusões.
Imensidões corrompidas
pelo devaneio facial.
Pela falta de carinho,
deixei meu ninho sem alimento
e agora a Deus peço o sustento.
Vem cá, dá-me teu alento,
traga a esperança de volta.
Sai, me solta.

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Inventamos nosso céu. Ou nosso inferno.


We invent our sky. Or our hell

Nesta cidade perdida, de minerais acordados,
os prédios se curvam ao sopro das horas;
o céu costura estrelas no infinito
e, no alto de sua solidão vertical,
— O Pensador, em sua solidão, sangra —
grita, ferido de mundo.
Tudo se move, menos ele:
Meninas voam iluminando sentidos,
Mulheres mergulham no ouro das alturas,
Ciclistas pedalam sobre rios de lágrimas,
e pontes vislumbram futuros indecifráveis.
Talvez seja assim o sonho:
Um lugar onde a queda é dança,
A cidade respira como fruta noturna,
e cada corpo suspenso
Inventa o seu próprio céu
ou o seu inferno.
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In this lost city of awakened minerals,
the buildings bend to the breath of hours;
the sky stitches stars into the infinite,
and high above, in his vertical solitude,
— the Thinker bleeds —
crying out, wounded by the world.
Everything moves but him:
girls fly, setting senses alight,
women dive into the gold of towering heights,
cyclists ride across rivers made of tears,
and bridges glimpse futures no one can decipher.
Perhaps this is how dreams work:
a place where falling becomes dance,
the city breathes like a nocturnal fruit,
and every suspended body
invents its own sky
or its own hell.